sábado, 26 de fevereiro de 2011

Como Anda a Sua Empregabilidade







         
O comportamento humano é um doce enigma. Todos os dias presenciamos situações no mínimo curiosas, que nos permite exercitar todo o conhecimento adquirido nos cursos acadêmicos e direcionados para a gestão de pessoas. Ser gestor é uma das tarefas mais difíceis onde todo o preparo e polidez não é o suficiente para nos permitir navegar pela águas profundas e revoltas da administração e entendimento da mente humana. Planejar, liderar, coordenar, controlar e ainda ter que gerir pessoas? Quem esta preparado para tal missão? Achamos que estamos, e se nos convencermos de que não precisamos mais evoluir então morreremos nos braços da ignorância. Como agregar valor, manter a competitividade em alta, ser percebido e cogitado para uma promoção? O constante aprendizado é a chave para o sucesso. Quebrar a rotina e buscar novos caminhos para nos mantermos motivados é uma estratégia fundamental para termos uma qualidade de vida melhor. A cultura nos liberta do medo e alivia a nossa alma para criar, contribuir cada vez mais com a instituição e colher os frutos do sucesso profissional. O conhecimento é uma escada rolante que lhe remete ao sucesso, muitas vezes  involuntariamente. Se descermos da escada ficaremos para traz e não teremos mais como recuperar o tempo perdido, nos distanciando cada dia mais dos nossos pares que, como nós, estão buscando um bônus maior. Estar disposto a sair debaixo do guarda chuva e enfrentar as tempestades não é uma decisão fácil, uma vez tomada, é preciso determinação e muita força de vontade para se manter e corresponder ao cargo conquistado.
 Muitos gestores continuam nos seus cargos e não buscam mais promoções, não por medo ou conformismo, simplesmente porque não querem sacrificar sua qualidade de vida em prol de metas cada dia mais ousadas e horas de trabalho dedicado à instituição. Respeitar a decisão dos profissionais é um dever das empresas. Se houver valor sendo agregado, não tem porque desperdiçar energia combatendo e tentando influenciar o gestor a buscar uma nova posição na empresa, já que ele motiva e mantem a equipe produtiva. Ampliar seu modelo mental através de livros, filmes, viagens e troca de experiências com sua rede de relacionamento tornou-se obrigatório nos dias de hoje. Não podemos deixar de participar de redes sociais, dos bate papos intermináveis e de dar nossa opinião nas matérias publicadas em blogs e sites especializados. Você contrataria uma pessoa inflexível e desatualizada? Claro que não.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Feedback e Avaliações Superficiais




Temos uma incrível necessidade de nos superar, seja no trabalho ou na vida pessoal. Estamos nos definhando nas rotinas impostas pelo capitalismo, nos obrigando a produzir, agregar valor e justificar o investimento dos acionistas, cada dia mais hávidos pelo lucro. Momentos de lazer são raros, nos obrigando a planejar viagens que nunca saem do papel, aumentando a frustração e entristecendo nossa alma em busca do tão famigerado bônus de fim de ano. Quando a família esta feliz, tudo conspira a favor facilitando o alcance de nossos objetivos. As empresas gastam milhões orçando uma fortuna para manter-se na lista das melhores empresas para se trabalhar. Um teatro necessário para que a ciranda continue a girar, implantando avaliações superficiais que, na maioria das vezes, não atingem o objetivo. Pessoas desmotivadas, estressadas, colocando à prova toda a sua capacidade de resiliência. Meritocracia inquestionável para quem? Fórmulas que são enfiadas garganta abaixo e que suplica por um sorriso após o feedback, mesmo que amarelo. Feedback ping-pong onde impera a competição ou frescobol, onde ambos se esforçam para devolver a bola cada vez mais redonda para o companheiro de forma colaborativa? Tudo vai dar certo. Mais um semestre avaliado, novos contratos de metas, feedbacks superficiais, representando o grande show profissional. Nosso nível de empregabilidade garantido, a política da boa vizinhança praticada e a sensação de dever cumprido. Ao acordar começa tudo novamente, força, vamos à luta.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

iPhone 3G virou peso de papel - baseband 5.14.2



Para os azarados que possuem a baseband 5.14.2 no Iphone 3g com aparelhos comprados nos EUA as notícias não são boas. Alguns usuários não estão conseguindo desbloquear a operadora e nem instalar a baseband do iPad, recurso que altera a baseband para 6.15 e permite utilizar o ultrasn0w 1.2.  Utilizar mais de um computador torna-se necessário caso não consiga rodar o redsn0w que altera a baseband do Iphone. Tive que tentar em três PCs diferentes, e finalmente, consegui desbloquear com um notbook que comprei recentemente. Aleluia...ressuscitei o peso de papel. Continuamos torcendo para o dev team, equipe altamente qualificada que estuda, altera e implementa soluções para quebrar o domínio do Apple, tornando o Iphone livre para ser desbloqueado em qualquer parte do mundo.

Como elaborar um Memorial Crítico

Exigência para elaboração de projeto final em cursos de especialização.
 
Todos os alunos matriculados na disciplina deverão elaborar, individualmente, um Memorial Crítico. O referido texto deverá tornar transparente a trajetória do seu autor no campo das Organizações/Estudos Organizacionais. Seu objetivo é o de trazer elementos objetivos para o processo de construção de propostas de trabalho de pesquisa.
 
Para facilitar sua elaboração aqui estão algumas orientações:
 
1.O Memorial Crítico caracteriza-se por ser um tipo de texto produzido exclusivamente de forma individual e referencial a uma experiência pessoal. Sua elaboração é, portanto, intransferível.
 
2.Como tal, o Memorial Crítico é um tipo de texto que pode ser classificado como “informativo-referencial”, no que se refere à sua dimensão descritiva ou narrativa e, “informativo-argumentativo”, em sua dimensão crítica.
 
3.Na primeira dimensão, seu autor deverá transformar toda a sua experiência de estudos e trabalhos no campo das Organizações/Estudos Organizacionais no objeto do texto. Aqui espera-se que o aluno seja capaz de descrever sua trajetória anterior à entrada no curso e nos semestres já percorridos. Além disso, suas experiências extra-curriculares, estágios e empregos, e aquelas vividas de forma inusitada, casual, mas que foram significativas para a delimitação de sua relação com o campo das Organizações/Estudos Organizacionais. Aqui, o autor deve mostrar sua capacidade de ordenar e apresentar dados, acontecimentos, fatos, em ordem temporal e espacial. Deve também, ser capaz de sintetizar, ou seja, hierarquizar por importância e reduzir ao que é essencial as informações. Note-se que essa redução não pode comprometer a realização dos objetivos gerais do texto. Por outro lado, exige-se uma capacidade de definição, ou seja, de apresentação de dados e informações, evitando-se ambiguidades, e uma grande clareza na explicação dos mesmos, podendo-se, inclusive, lançar mão de documentação disponível.
 
4.Na sua segunda dimensão, o texto deverá realizar uma leitura crítica da trajetória apresentada. Fica a critério do autor realizar o texto em duas partes complementares ou produzí-lo de forma integrada (o que a meu ver é mais interessante). Aqui é necessário que se dê conta de apresentar uma leitura crítica de forma pontual e global do processo. Note-se que o autor do texto estará analisando questões das quais é uma das partes envolvidas e constituintes, o que exigirá uma grande capacidade de raciocinar de forma dedutiva e indutiva; a necessidade de determinação de relações de causa e efeito e a possibilidade de apresentação de idéias de forma a contrastar com outras idéias são elementos importantes na sua construção.
5.Descrita e analisada a trajetória, em termos de teorias, linguagens, metodologias etc, procure apresentar quais foram os interesses que você construiu; que “territórios” de possibilidades e/ou vontades se delinearam e quais são as expectativas e possibilidades futuras com as quais trabalha. São necessidades e vontades de aprofundamento, continuidade, ou de invenção, ruptura? Exercite aqui sua capacidade de delineamento do presente e do futuro.
 
6.Desenhado este “território” de possibilidades e vontades, é hora de eleger preferências em relação ao trabalho de conclusão de curso. Segundo as informações que possui, responda às seguintesquestões: que tipo de projeto se adequaria mais ao seu perfil e ao futuro profissional almejado? Por que você percebe essa adequação?
 
7.Respondida à questão, é hora de delimitar temas de interesse, que mantenham coerência com o que foi dito até aqui. Eleja quantos quiser, mas sustente-os, justifique.
 
8.No geral, o Memorial Crítico exigirá do aluno as capacidades de saber exprimir-se, transcrever, ordenar, explicar, sintetizar, definir e documentar.
 
9.Lembre-se que o campo das Organizações/Estudos Organizacionais é bem mais amplo que a mera execução de atividades administrativas/gerenciais. Portanto, vasculhe com generosidade sua memória, pesquise dados contidos em anotações, programas etc.
 
10.Da mesma forma, não se limite a falar apenas do contexto acadêmico, a menos que sua experiência se reduza a ele.
 
11.Evite os excessos de subjetivação, mas também não produza um texto “frio”, impessoal.
 
12.Para começar, a leitura desse fragmento do livro Laços de R. D. Laing pode ser estimulante:
 
“Há qualquer coisa que não sei e que pelo visto deveria saber. Eu não sei o que é isso que não sei e que pelo visto deveria saber, e me sinto como se fosse um idiota quando dou mostras de não saber o que é isso nem de não saber o que é que eu não sei. E assim fico com os nervos rebentados já que não sei o que devo fingir que estou sabendo. Acho que sabes o que eu pelo visto deveria saber e, contudo, não me podes dizer do que se trata porque não sabes que eu não sei do que se trata. É possível que saibas aquilo que não sei, mas que não saibas que não sei e que não posso dizer-te que não sei.Terás, portanto de dizer-me tudo.”

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Gestores" que não sabem gerir




Todos os anos, os centros acadêmicos despejam milhares de profissionais formados em pós-graduação e MBAs em diversos campos acadêmicos, principalmente o empresarial. Profissionais que procuram atender as expectativas de uma promoção ou buscam um lugar em consultorias de elite que oferecem treinamento para todos os segmentos empresariais.
No mundo dos negócios existem muitos candidatos a cargos de gestão que inflam seus currículos e não conseguem se manter no cargo, culminando em uma curta e traumática carreira. Temos uma economia globalizada  muito complexa, demandando profissionais extremamente competentes e preparados para atuar com consistência e gerir com propriedade.
Um exemplo que podemos citar foi a crise financeira de 2008. Talentos do alto escalão do governo não conseguiram prever as conseqüências trágicas que assolaram as economias mundiais. Após a quebra do banco Lehman Brothers eles não tinham a mínima idéia do tamanho do problema que a falência da instituição iria causar no sistema financeiro.
  Muitos profissionais buscam a especialização para adquirir novos conhecimentos e renovar sua rede de relacionamento. O problema é que temos diversos contatos nos grupos acadêmicos, nos perfis profissionais e nenhuma interação humana, essencial para a proximidade e desenvolvimento da afinidade e empatia.
Uma das principais exigências para se tornar um candidato com grandes chances de ser contratado é demonstrar espírito de equipe. O problema é que a natureza humana nos impulsiona para a competitividade individual. Desde criança somos ensinados e provocados para vencer a qualquer custo muitas vezes, involuntariamente. Como transformar o indivíduo para que ele seja mais colaborativo e esqueça a programação neural que ele desenvolveu a vida toda?
Aperfeiçoar a capacidade de se relacionar com diversas culturas de forma assertiva contribui para o amadurecimento e aprendizagem. Experiência em gestão é muito importante na tomada de decisão, tão importante que pode significar o fim e a perda de mercado de forma rápida, traumática e irreversível.

Quando uma empresa é bem gerida?




Determinar se uma empresa está sendo bem gerida apenas pelo resultado positivo no balanço anual seria no mínimo equivocado.
Acompanhar a evolução do histórico de cinco anos torna-se necessário para que haja uma análise mais apurada e confiável. Comparar os resultados com a evolução do setor é muito importante para realizar determinados ajustes na visão de longo prazo.
Uma empresa bem administrada, além de perseguir o lucro, deve manter boas relações com os colaboradores, clientes, acionistas e comunidades onde possui negócios. É preciso atualizar e desenvolver novos talentos. Identificar, treinar e manter executivos que possam implantar e gerir estratégias complexas, sustentando uma política de longo prazo para a empresa.
 Um sinal de boa gestão é a facilidade com que as idéias são trocadas e implementadas, afinal, ter idéias é muito fácil, o difícil é implantar e agregar valor para a empresa.
Pequenas empresas também praticam e garantem sua fatia de mercado, mesmo que o setor seja muito competitivo. Em suma, o que os especialistas em gestão tem afirmado é que os mesmos fatores se aplicam para as pequena e grande empresas. Nenhuma companhia nasce grande. Ela precisa passar por todos os níveis e dificuldades. Uma vez superados, o caminho estará aberto para o crescimento e conquista de novos mercados.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Consumismo Desenfreado





    Após a bolha ocorrida em 2008 o mundo todo ficou assustado com as conseqüências desconhecidas que estavam por vir. Passado o susto e após a injeção da enxurrada de dólares na economia pelos Bancos Centrais nos EUA e na Europa, o consumismo voltou e a pessoas não estão mais preocupadas em poupar, aparentemente. Os gastos dos consumidores cresceram 0,7% no último mês de 2010. Isso não foi apenas um salto maior do que o esperado, mas era mais do que o dobro do aumento de 0,3% no mês anterior. O rendimento médio do americano cresceu apenas 0,4%. Isso significa que nossas despesas aumentaram quase duas vezes mais que o rendimento. Assim, os americanos voltam a cavar o buraco da dívida que originou a crise financeira.
   Nos últimos meses, uma série de economistas e comentaristas manifestou seu receio sobre o comportamento consumista e o rápido endividamento no cartão de crédito.
    Devemos nos preocupar com o falso sentimento de alívio e evitar retornar ao consumismo desenfreado, comportamento que provocou a recessão global em todos os mercados. Não temos como financiar o exagero sem pagar a conta depois. Historicamente, nos últimos 20 anos, a diferença entre o crescimento da renda e o crescimento do consumo foi em média 0,015 pontos percentuais, o que significa que tipicamente gastam mais do que ganham. O crescimento 0,3 pontos percentuais do consumo em dezembro é muito maior do que a média, mas não é realmente um caso isolado. De fato, é comum que haja ausência de gastos durante as recessões por causa da queda na renda.
   A quantidade de dinheiro que estão utilizando para o pagamento de juros do crédito pessoal caiu. Em dezembro, os americanos gastaram um total de US $ 185 bilhões em dívidas de serviços. Gastaram bem menos do que em 2007.  Isso não é necessariamente porque nos tornamos mais responsáveis em pagar as nossas dívidas. Grande parte dessa queda foi favorecida pelas taxas de juros menores (taxas do cartão de crédito não flutuam muito) e a renegociação, pelos bancos, das dívidas do cartão de crédito.  Os 185.000 milhões dólares  que foram destinados ao pagamento de dívidas pessoais gira em média de 593 dólares por pessoa. Isso é bem menor do que 900 dólares no final de 2007.
   O consumo é bom para a economia, especialmente agora que a economia precisa e manter aquecida. Assim, o aumento nos gastos vai impulsionar a economia, gerar empregos e crescimento da renda. Podemos fazer um breve link sobre o impacto na saúde financeira dos consumidores. Gastar mais do que ganha maximiza o stress e compromete seriamente  a empregabilidade do indivíduo.