Temos uma incrível necessidade de nos superar, seja no trabalho ou na vida pessoal. Estamos nos definhando nas rotinas impostas pelo capitalismo, nos obrigando a produzir, agregar valor e justificar o investimento dos acionistas, cada dia mais hávidos pelo lucro. Momentos de lazer são raros, nos obrigando a planejar viagens que nunca saem do papel, aumentando a frustração e entristecendo nossa alma em busca do tão famigerado bônus de fim de ano. Quando a família esta feliz, tudo conspira a favor facilitando o alcance de nossos objetivos. As empresas gastam milhões orçando uma fortuna para manter-se na lista das melhores empresas para se trabalhar. Um teatro necessário para que a ciranda continue a girar, implantando avaliações superficiais que, na maioria das vezes, não atingem o objetivo. Pessoas desmotivadas, estressadas, colocando à prova toda a sua capacidade de resiliência. Meritocracia inquestionável para quem? Fórmulas que são enfiadas garganta abaixo e que suplica por um sorriso após o feedback, mesmo que amarelo. Feedback ping-pong onde impera a competição ou frescobol, onde ambos se esforçam para devolver a bola cada vez mais redonda para o companheiro de forma colaborativa? Tudo vai dar certo. Mais um semestre avaliado, novos contratos de metas, feedbacks superficiais, representando o grande show profissional. Nosso nível de empregabilidade garantido, a política da boa vizinhança praticada e a sensação de dever cumprido. Ao acordar começa tudo novamente, força, vamos à luta.
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