quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Consumismo Desenfreado





    Após a bolha ocorrida em 2008 o mundo todo ficou assustado com as conseqüências desconhecidas que estavam por vir. Passado o susto e após a injeção da enxurrada de dólares na economia pelos Bancos Centrais nos EUA e na Europa, o consumismo voltou e a pessoas não estão mais preocupadas em poupar, aparentemente. Os gastos dos consumidores cresceram 0,7% no último mês de 2010. Isso não foi apenas um salto maior do que o esperado, mas era mais do que o dobro do aumento de 0,3% no mês anterior. O rendimento médio do americano cresceu apenas 0,4%. Isso significa que nossas despesas aumentaram quase duas vezes mais que o rendimento. Assim, os americanos voltam a cavar o buraco da dívida que originou a crise financeira.
   Nos últimos meses, uma série de economistas e comentaristas manifestou seu receio sobre o comportamento consumista e o rápido endividamento no cartão de crédito.
    Devemos nos preocupar com o falso sentimento de alívio e evitar retornar ao consumismo desenfreado, comportamento que provocou a recessão global em todos os mercados. Não temos como financiar o exagero sem pagar a conta depois. Historicamente, nos últimos 20 anos, a diferença entre o crescimento da renda e o crescimento do consumo foi em média 0,015 pontos percentuais, o que significa que tipicamente gastam mais do que ganham. O crescimento 0,3 pontos percentuais do consumo em dezembro é muito maior do que a média, mas não é realmente um caso isolado. De fato, é comum que haja ausência de gastos durante as recessões por causa da queda na renda.
   A quantidade de dinheiro que estão utilizando para o pagamento de juros do crédito pessoal caiu. Em dezembro, os americanos gastaram um total de US $ 185 bilhões em dívidas de serviços. Gastaram bem menos do que em 2007.  Isso não é necessariamente porque nos tornamos mais responsáveis em pagar as nossas dívidas. Grande parte dessa queda foi favorecida pelas taxas de juros menores (taxas do cartão de crédito não flutuam muito) e a renegociação, pelos bancos, das dívidas do cartão de crédito.  Os 185.000 milhões dólares  que foram destinados ao pagamento de dívidas pessoais gira em média de 593 dólares por pessoa. Isso é bem menor do que 900 dólares no final de 2007.
   O consumo é bom para a economia, especialmente agora que a economia precisa e manter aquecida. Assim, o aumento nos gastos vai impulsionar a economia, gerar empregos e crescimento da renda. Podemos fazer um breve link sobre o impacto na saúde financeira dos consumidores. Gastar mais do que ganha maximiza o stress e compromete seriamente  a empregabilidade do indivíduo.

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